Ensino a Distância – EAD

A educação é uma questão polêmica no Brasil há um tempo. Mesmo o Estado investindo por volta de 6% da verba pública em educação os resultados estão longe de chegar no que se compara a outros países que só investem 4%. Nesse se sistema se encontra o sistema EAD, educação a distância. Com os seus apoiadores com a ideia da chegada da educação em locais de difícil acessibilidade como o interior dos estados. E os que são contra, que argumentam com a falha no sistema de internet brasileiro, pois não é algo que se possa chamar de “acessível” a todas as classes sociais. O assunto vem gerando debate há muito tempo.

Diferente do que muitos acham esse tipo de ensino não vem de agora, pois segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada até o final do século XIX já existiam propagandas de cursos profissionalizantes por correspondência em cidades como o Rio de Janeiro. Essa forma de ensinar teve uma grande evolução a partir dos anos 40, com a popularização do rádio que possuíam programas de caráter educativo que eram transmitidos para o país inteiro. Depois do rádio, foi a vez da televisão impactar o EAD no Brasil. Um dos maiores e mais importantes programas educativos da televisão foi o Telecurso, da Rede Globo. Logo depois veio o boom da internet para então revolucionar completamente a forma que se ensina e aprende a distância.

Os primeiros tipos de ensino a distância eram, em sua maioria, baseado em textos e materiais pouco visuais. Hoje em dia, porém, os vídeos estão dominando esse mercado, por ser mais atrativo e, para a maior parte das pessoas, mais fácil de ser compreendido. Porém, existem vários desafios, e o mais relevante é o problema da pirataria. É só imaginar o trabalho de gravar e editar videoaulas e se depara com elas sendo revendidas pela metade do preço em uma plataforma a parte. O combate a pirataria se tornou assunto central para diversas empresas de tecnologia e instituições de ensino. Isso acontece porque empresas como Netflix utilizam uma plataforma própria para hospedagem dos vídeos e, nessa plataforma, investem pesado em tecnologias de segurança. Já plataforma abertas não-pagas, como o YouTube, não há nenhum tipo de preocupação com a segurança contra roubo de conteúdo. Plataforma essa que é a maior aliada para o pequeno produtor de conteúdo.  É por isso que, quem quer trabalhar com vídeos, de forma profissional, tem que investir em uma plataforma segura de distribuição de vídeos.


Segundo dados do IBGE, mais da metade dos brasileiros já acessam a rede. Segundo o instituto, 116 milhões de pessoas estão conectadas, e isso representa pouco mais de 64% de toda a população do país. Usuários esses que estão conectados em diversas plataformas. São inúmeros os aparelhos que possuem algum tipo de acesso à internet hoje em dia como: smartphones, tablets, computadores e até mesmo as TV’s.

Algumas pessoas procuram ir contra o EAD com o discurso de que um certificado de um curso a distância vale menos do que um curso presencial, mas isso não é verdade. Um curso de graduação na modalidade a distância, tem o diploma validado pelo MEC, além de não vir discriminado em qual modalidade de ensino você estudou.

O fator econômico, principalmente me um país que passa por crises de desemprego, é também decisivo para o crescimento da tendência no Brasil. Um curso de graduação a distância pode ser até 60% mais econômica que o mesmo curso presencial.  Além desse enorme desconto, podemos pensar em todos os outros gastos que estão envolvidos na educação presencial: combustível, passagens, alimentação, estacionamento, materiais escolares em geral.  

Com a correria do dia-a-dia, especialmente em cidades grandes, nas quais temos que lidar com a distância e o trânsito na hora de se deslocar de uma parte para a outra. A oportunidade de estudar diretamente de casa, no seu tempo livre, é bem atrativo, afinal, “tempo é dinheiro”. Além de poder estudar de casa ou qualquer outro lugar que o aluno preferir, tem a flexibilidade de poder ditar seu próprio ritmo, da forma que contribuir melhor para o seu aprendizado.


Na educação tradicional, ainda existe um padrão muito rígido no qual todos os alunos são enquadrados, mesmo com suas características e necessidades bem distintas. No EAD, o aluno tem maior controle de quando, onde e como assistir às aulas, dando as pausas que quiser, buscando outras fontes de informação e, claro, com muito aporte de tecnologia constantemente. Entretanto as aulas tem que impulsionar esses alunos a buscarem fontes de informação além da plataforma, criando leitores mais críticos. É algo a se ressaltar em um país onde o hábito de leitura não é praticado.

Outra questão de tecnologia que afeta diretamente o crescimento do EAD é o acesso a conteúdo em diversos dispositivos. Para que um vídeo rode perfeitamente em qualquer sistema operacional e qualquer dispositivo existe o trabalho de programação feito. Para que não aconteça o que acontece com muitos sites que ficam ‘feios’ e não carregam corretamente quando tentamos acessá-los pelo celular, por exemplo. Então, para que os conteúdos atinjam ainda mais alunos, é imprescindível que o conteúdo em vídeo seja pensado para funcionar em qualquer dispositivo que ele utilize.

Hoje, o EAD no Brasil não para de crescer e a expectativa é de continuar. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sagah, as projeções apontam que em 2023, mais alunos estarão matriculados em um curso EAD do que um curso presencial. Isso atrai o olhar das grandes instituições de ensino que estão investindo nessa estratégia e também o pequeno produtor de conteúdo individual que pode ganhar dinheiro criando seus próprios cursos.

E a cada dia que se passa novas ferramentas atualizadas surgem para tentar melhorar ainda mais a experiência dos alunos com o intuito de democratizar a educação. Com cada nova tecnologia e uma nova mídia surgindo, existem mais formas de alcançar um número ainda maior de pessoas. Sendo assim cabe ao Estado e as instituições privadas o investimento cada vez maior nesse tipo de ensino, visando a tecnologia como uma aliada para propagação de conhecimento.


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